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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sobre a Liderança


"A liderança paternal desperta o desejo inconsciente de obediência. O liderado segue os passos do mestre de forma sentimental, numa confiança até infantil. Ao líder, resta a falsa sensação de controle do conjunto que, ao menor questionamento, é completamente ameaçada.

O egocentrismo do líder é essencial, pois a direção deve existir de forma centralizada e firme para poder se construir o objetivo com criatividade, autoestima e, principalmente, autonomia. Já o egoísmo é aprisionador e gerador de um ciclo vicioso dependente e medroso, disfarçado por uma segurança eufórica.

A pipa só é mantida no ar com direção e liberdade. Somente dessa forma ela poderá exercer a sua desobediência com plenitude.

É assim que a liderança deve ser."





quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ô Dose!



Me vê uma dose de qualquer coisa!

Qualquer coisa que me toque, porque tá dose.


Dose dupla de conhaque ou tripla de glicose. Quelque chose...


Não tem? Ô dose!


Qualquer coisa. Qualquer coisa que me ataque, que me mostre qual a dose.


Já tô tendo um piripaque!


Vê aí alguma coisa que não dê close, mas que me esculache, que me remexe como um mustache,


Que eu goste...


E que me repita e repita e repita a minha dose de coragem!




quinta-feira, 19 de julho de 2012

L'Amour



L’Amour, l’amour, l’amour.

Où d'attendre pour l'amour?

Peut être dans la fenêtre,

Ou seulement dans le four.

domingo, 20 de maio de 2012

Sinto.

Sinto muito.


Sinto. Muito.


Sinto.


Muito.


Sinto, muito!


Sinto...


Muito...


Sinto.




Priscila Lavorato

Droga!


"Droga!


Como adoraria ter alguém para compartilhar minhas ideias.


Principalmente as sem acento.


Principalmente essas: Que eu ainda não me conformo em não ter mais acento!"


Priscila Lavorato

Nunca comentei com ninguém sobre meu encantamento por janelas...


Nunca comentei com ninguém sobre meu encantamento por janelas.  Em particular as abertas.


Ah! Como me encanto quando as vejo...
Janelas abertas possuem um magnetismo incrível e me chamam quase que incontrolavelmente. Nem me dou conta e quando me vejo, já estou lá: Olhando pra ela. E através dela.


“Através dela” - Parece até que olhamos como outra pessoa, não é? 


E penso que é isso mesmo. Olhar o que há lá fora de uma nova forma. 


Eu poderia simplesmente sair. Mas olhar pela janela é muito diferente. É como ser um expectador de algo comum e transformá-lo em incomum.


Me perco no tempo quando estou numa janela aberta, ainda mais as interessantes: Amplas, com vento e luzes (os feixes são os mais hipnotizantes).


Mas isso me faz pensar no seguinte: Que coisa mais esquisita alguém gostar tanto assim de janelas abertas! Por que?


A resposta pode ser até piegas e porque não óbvia?


Porque gosto de ver o simples. Com e como os olhos. Simples.


Os brilhantes, sem dúvida, são interessantes. Os jovens e vividos também: com tantas histórias em tão pouco tempo! Os dispersos, turvos, diretos, pedintes e, claro, os apavorantes - Esses nos matam de medo e nos fazem sair correndo. 


(Ah! Como já fiz pessoas saírem correndo com minhas janelas...)


Ver a janela de alguém é ver com os outros com outros olhos. É ver além. 


Por que eu gosto de olhos? 


Por que eu gosto de janelas?


Simples. Por curiosidade. M
esmo que ela me mate. 


Priscila Lavorato

domingo, 6 de maio de 2012

Keep Cool


Keep Cool


É no contraste que as diferenças se destacam. É no oposto, brusco ou não, que se percebe a dinâmica. Que o mundo gira e transforma, me transforma e me tira toda a forma e desconfigura. Não é feio tornar-se assim... De repente, vira uma escultura! Além de bonito, torna-se cool. Uma escooltura! É... Os museus estão vazios, e essas grandes figuras tem poucos fans. Mas antes só do que mal acompanhado. Antes uma platéia com somente um fiel convidado. Mesmo que assustado. 


E com todo esse improviso, não corro o risco de me perder. É só crer que o meu contrário é simplesmente meu e não só do otário. E juntos o atalho é mais curto. Assim, curtiremos todas as cores e tons, todas as poses e sons, dentro destes muitos curtos-circuitos.


Priscila Lavorato (20.06.2006)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

À Meia Luz



Meia Luz

É na luz que o diamante mostra suas virtudes.

É à minha noite que os gatunos alimentam seus melindres.

É na meia lua que o coração contorce e transborda a alma.

É na minha lua que escancaro minha sombra, à meia noite.

A morte é um meio de transformação.

Cruz.

É à meia luz que parte de mim morre. E parte de mim brilha.



Priscila Lavorato - 2006

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ser mais de um. Ser tudo. Ser muito.


Eu estava pensando cá com meus muitos botões e de repente percebi as pessoas como caixas em prateleiras.

Sensação estranha. Como assim?

Assim: Separadas em classificações. Fechadas em caixas. Possivelmente organizadas em ordem alfabética para melhor achar.

Me senti pequena e mesquinha.

Se classifico alguém, eu imponho um lugar fixo e contido a esta pessoa, baseado em mil conceitos pesquisados a partir de um “padrão de atitudes”.

“- Você, meu querido, que sente, cheira e observa assim: É assado!”

Assim, novamente ele é colocado na segunda prateleira, do lado esquerdo, logo acima.

Quem sou eu para determinar o lugar do outro, ainda mais sem consultá-lo? Sem entendê-lo?Tantas oportunidades de ampliar essa visão, essa ação de ser mais de um, de ser muitos e ser tudo. Quem sou eu em ditar as regras de atuação do outro, dizendo:

“- O senhor não pode passar desta linha, pois sua seção é do outro lado!”

E se eu não sou ninguém para determinar o lugar do outro, que raio de pessoas são essas que me qualificam em conceitos que não são meus. E me colocam dentro de uma caixa fechada, limitada, nas quais a única coisa que penso é:

“- Como faço pra sair dela?”

Continuo me sentindo pequena e mesquinha. 

Mesmo sabendo que somos tudo, que somos muitos é natural que as pessoas te determinem seu lugar, seu jeito de ser. Assim elas sabem quem você é e se sentirão confortáveis e seguras. É amedrontador perceber o outro como algo solto, livre e completamente mutável e ter que lidar com esta instabilidade.


É completamente ameaçador!

“- Pessoas perigosas essas daí: Que são mais de um, que são tudo e muitas. E, acredite, ao mesmo tempo!”




Priscila Lavorato

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

“O que me queima, transforma. Se não... Não é hora.”

Priscila Lavorato

Como começa uma história?


Como começa uma história?Começa em branco.Rasgando rascunhos, cartas, agendas,Os recados, as promessas, as lendas,Os guardanapos e trapos.
E a cada objeto em mão, destrinchar a fibra e o passado.Amassar de verdade e jogar em velocidade no lixo atingindo o ápice da felicidade.
E, assim, começar em branco. Ver o branco. Brando. Paz. Branco. O nada.E todas as cores. Todas as cores podem estar no branco.
Ah! Como começa uma história?Começa em branco.


Priscila Lavorato
14.01.2012