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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Caçadora de Utopias

Sou o tipo de pessoa que facilmente perde o sentido da vida. Daquelas que acorda de manhã e não encontra um sequer para seguir seu dia. Daquelas também que no meio da festa se sente um ET e acha muito mais interessante ficar conversando com o segurança da porta do que ficar no meio daquele montão de gente padronizadamente feliz. Sou daquelas que dificilmente se encanta, mas quando acontece é com o estranho, com o torto, com o único. 

Por perder facilmente o sentido da vida, por sobrevivência resolvi peregrinar utopias. Escolho aquela que me identifico e não calculo facilidades, só caminho à ela desbravando o que for necessário. 

Tem gente que vai ao shopping, tem gente que vicia em adrenalina... Eu coleciono utopias e as realizo. Quando isso acontece, perco novamente o sentido,então procuro outra e a peregrinação recomeça.

O cansaço bate muitas vezes, mas a forma que encontrei em me sentir valorosa,rica, plena foi pegar um sonho, multiplicar por dez (ou mais!) até se transformar em utopia. 

Quando começo a falar sobre sonhos como se fosse uma adolescente ou mesmo uma criança fantasiosa e alguém me diz:

"- Para com isso, é utopia! "

Só me resta responder:

"- Então é pra lá que eu vou!!!"

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