Nunca comentei com ninguém sobre meu encantamento por
janelas. Em particular as abertas.
Ah! Como me encanto quando as vejo...
Janelas abertas possuem um magnetismo incrível e me chamam
quase que incontrolavelmente. Nem me dou conta e quando me vejo, já estou lá: Olhando pra ela. E através dela.
“Através dela” - Parece até que olhamos como outra pessoa, não é?
E penso que
é isso mesmo. Olhar o que há lá fora de uma nova forma.
Eu poderia simplesmente
sair. Mas olhar pela janela é muito diferente. É como ser um expectador de algo comum e transformá-lo em incomum.
Me perco no tempo quando estou numa janela aberta, ainda mais as interessantes: Amplas, com vento e luzes (os feixes são os mais hipnotizantes).
Mas isso me faz pensar no seguinte: Que coisa mais esquisita alguém gostar tanto assim de janelas abertas! Por que?
A resposta pode ser até piegas e porque não óbvia?
Porque gosto de ver o simples. Com e como os olhos. Simples.
Os brilhantes, sem dúvida, são interessantes. Os jovens e vividos também: com tantas histórias em tão pouco tempo! Os dispersos, turvos, diretos, pedintes e, claro, os apavorantes - Esses nos matam de medo e nos fazem sair correndo.
(Ah! Como já fiz pessoas saírem correndo com minhas janelas...)
Ver a janela de alguém é ver com os outros com outros olhos. É ver além.
Por que eu gosto de olhos?
Por que eu gosto de janelas?
Simples. Por curiosidade. Mesmo que ela me mate.
Priscila Lavorato
Querida Priscila. Linda a sua reflexão sobre as janelas. Também adoro. Apenas um comentário: a curiosidade pode matar, mas também pode inspirar, abrir, alimentar... Beijocas, Leno
ResponderExcluirObrigada, Leno! Que bom que gostou!!
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