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domingo, 20 de maio de 2012

Nunca comentei com ninguém sobre meu encantamento por janelas...


Nunca comentei com ninguém sobre meu encantamento por janelas.  Em particular as abertas.


Ah! Como me encanto quando as vejo...
Janelas abertas possuem um magnetismo incrível e me chamam quase que incontrolavelmente. Nem me dou conta e quando me vejo, já estou lá: Olhando pra ela. E através dela.


“Através dela” - Parece até que olhamos como outra pessoa, não é? 


E penso que é isso mesmo. Olhar o que há lá fora de uma nova forma. 


Eu poderia simplesmente sair. Mas olhar pela janela é muito diferente. É como ser um expectador de algo comum e transformá-lo em incomum.


Me perco no tempo quando estou numa janela aberta, ainda mais as interessantes: Amplas, com vento e luzes (os feixes são os mais hipnotizantes).


Mas isso me faz pensar no seguinte: Que coisa mais esquisita alguém gostar tanto assim de janelas abertas! Por que?


A resposta pode ser até piegas e porque não óbvia?


Porque gosto de ver o simples. Com e como os olhos. Simples.


Os brilhantes, sem dúvida, são interessantes. Os jovens e vividos também: com tantas histórias em tão pouco tempo! Os dispersos, turvos, diretos, pedintes e, claro, os apavorantes - Esses nos matam de medo e nos fazem sair correndo. 


(Ah! Como já fiz pessoas saírem correndo com minhas janelas...)


Ver a janela de alguém é ver com os outros com outros olhos. É ver além. 


Por que eu gosto de olhos? 


Por que eu gosto de janelas?


Simples. Por curiosidade. M
esmo que ela me mate. 


Priscila Lavorato

2 comentários:

  1. Querida Priscila. Linda a sua reflexão sobre as janelas. Também adoro. Apenas um comentário: a curiosidade pode matar, mas também pode inspirar, abrir, alimentar... Beijocas, Leno

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