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quarta-feira, 25 de junho de 2014

O gosto por coisas invisíveis...




Dizem que o nosso paladar muda de tempos em tempos...

E é verdade.

Já tive gostos bem escandalosos, fortes e espessos. Hoje, sabe-se lá o motivo, gosto das coisas invisíveis.

Gosto do que não está na superfície, na casca. Gosto de ir fundo no desconhecido. Gosto de raízes.

Sabe-se lá o porquê, mas passei a amar raízes!

Gosto da textura, do tipo de saciedade, da proximidade com a terra. 

Curiosamente, raízes são extremamente nutritivas, fortes e crescem longe dos nossos olhos. 

Talvez eu tenha passado a gostar tanto delas por hoje acreditar que para se ter uma vida de verdade é necessário ser como a raiz: Trabalhosa, demorada,  profunda, firme e invisível. 


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