Dizem que o nosso paladar muda de tempos em tempos...
E é verdade.
Já tive gostos bem escandalosos, fortes e espessos. Hoje, sabe-se lá o motivo, gosto das coisas invisíveis.
Gosto do que não está na superfície, na casca. Gosto de ir fundo no desconhecido. Gosto de raízes.
Sabe-se lá o porquê, mas passei a amar raízes!
Gosto da textura, do tipo de saciedade, da proximidade com a terra.
Curiosamente, raízes são extremamente nutritivas, fortes e crescem longe dos nossos olhos.
Talvez eu tenha passado a gostar tanto delas por hoje acreditar que para se ter uma vida de verdade é necessário ser como a raiz: Trabalhosa, demorada, profunda, firme e invisível.

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